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Noticia - Frota - A hora dos caminhões inteligentes - Data: 05/03/2009 - Fonte: Sérgio Caldeira - Revista O carreteiro

Apesar de já terem mais de 10 anos de atuação no mercado brasileiro, os caminhões mais modernos, equipados com motores, caixa de câmbio e outros componentes gerenciados pelo sistema eletrônico, representam um mistério para muitos motoristas que ainda operam com modelos mecânicos. Quem já está acostumado elogia e sabe que a modernidade chegou para ajudar, enquanto quem ainda não conhece busca oportunidades para desvendar a tecnologia que torna os veículos muito mais eficientes.

Já se foi o tempo em que os mistérios da eletrônica se resumiam aos módulos utilizados para controlar apenas a dosagem de combustível. Hoje a eletrônica e seus periféricos interagem com praticamente todos os componentes de um caminhão moderno, como freios e câmbios, e em alguns casos até ajudam a monitorar a pressão dos pneus e seu estado de conservação. Os próprios painéis de instrumentos chegam a ponto de serem parecidos com aqueles das modernas aeronaves, isto é, carregados de funções como "set" e "on/off", onde o estradeiro que não está habituado a operá-los terá enorme dificuldade em colocar um caminhão desses em movimento ou de tirar proveito dessa tecnologia.

O certo é que a eletrônica é uma ferramenta que auxilia no controle da maneira como o motorista conduz e opera o veículo, com o registro de várias ações. Porém, poucos estão preparados para lidar com equipamentos tão modernos, situação que pode comprometer a eficiência da operação de tais veículos e até resultar em aumento do consumo de combustível, ou, em casos extremos, em acidentes graves. A oferta de cursos na área é ainda pequena e os programas de treinamentos são poucos para atender a grande demanda.

O carreteiro José Francisco de Oliveira, QRA "Pato Rouco", como é conhecido no rádio PX, ou faixa cidadão, diz que o estradeiro que não se educar com os caminhões eletrônicos estará fora do mercado de trabalho. Ele roda entre as capitais do Nordeste e São Paulo transportando gesso para a empresa Gemark, proprietária do pesado que pilota, um Volvo FH 440 equipado com o que há de mais moderno em termos de eletrônica, inclusive com a caixa de transmissão automatizada I-Shift. José Francisco pensa que "se for profissional, o motorista pega rápido. Não precisa ter um domínio da informática complexa, porque a tecnologia e a eletrônica vieram para facilitar a vida difícil de quem praticamente mora na estrada".

Trabalhar mais o treinamento. Essa é a opinião do colega de empresa, Roberto Rosa do Nascimento, em relação à eletrônica. Ele relata que se o treinamento for feito com consistência, poderá haver uma economia de consumo de combustível em torno de 3%. Ele dirige outro Volvo da Gemark, um NH 12 380 e sabe muito bem sobre os segredos de uma condução econômica, que vai além do ato de acelerar.

 


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